Em 2019 a promessa é de um país mais cooperativo

O ano de 2019 começou com uma troca importante no governo brasileiro. Confirmando a teoria da “pendularidade” o eleitor deu uma guinada à direita e entregou a Jair Bolsonaro e sua equipe as rédeas da nação para os próximos quatro anos. Ainda que esta expressão não tenha sido usada, o discurso até agora é o da construção de uma nação dentro dos princípios cooperativistas.

O que ouvimos a todo momento são promessas de se colocar as coisas em seus devidos lugares como, por exemplo, a volta de um país democrático, onde a vontade da maioria do povo brasileiro passa a ser decisiva, sem deixar de se respeitar e atender as demandas das chamadas minorias.

Até então ocorria justamente o inverso, em nome de uma pseudo busca por um tão propagandeado estado “politicamente correto”. Fala hoje se de um estado justo, ou seja, que dará a cada um a parte que lhe cabe, seja esta boa ou ruim. Isso não soa mal aos meus ouvidos, por muitos anos justiça social foi confundida com política paternalista, o que acabou por recriar em muitos cantos da nação os abomináveis currais eleitorais.

A mudança, se realmente ocorrer, vai trazer de volta a tão importante e necessária meritocracia, que tem como benefício principal impulsionar o ser humano a sair da zona e conforto e fazer o seu melhor possível. Sabemos, no entanto, que não dá pra exigir meritocracia sem que todos tenham acesso a ferramentas e recursos que possibilitarão que estejam em condições justas de disputa por isso agrada também a promessa é de acesso facilitado a um sistema educacional de qualidade que contrariando o viés atual de formação de militantes políticos dá sinais de que terá seu foco único e exclusivo em formar cidadãos autônomos, cada vez menos dependentes do Estado, que consequentemente poderá ser diminuído.

Fala-se em uma nova era de Brasil intercooperativo, ou seja, na união de forças com diversos setores internos e externos em busca da resolução de problemas comuns. Mais do que a tão temida polarização no período eleitoral, há muito vemos um País dividido internamente e além fronteira, sem grandes aliados, e por conta de tantos escândalos de corrupção e a clara incompetência de seus governantes sem receber o devido respeito. Ao contrário, nos últimos anos esta nação gigante pela própria natureza é motivo de chacota internacional.

Na Igreja Católica já foi dada a largada na Campanha da Fraternidade 2019 que tem como objetivo principal fazer com que entendamos que mais do que uma democracia representativa urge a concretização de uma democracia participativa, ou seja, onde não se espere tudo do Estado e dos que ocupam cargos públicos para que esta nação seja reconstruída à muitas mãos.

Importante ressaltar que nesta nova fase voltamos a falar de promoção, preservação e difusão de princípios e valores como honra, ética, honestidade, família… Temos a faca e o queijo nas mãos, mas isso sem a fome de nada nos adiantará.

Que este Deus, que eu acredito está realmente acima de todos, nos abençoe nesta nova era e ajude a tirar todas estas promessas do discurso, materializando a palavra o que possibilitará a construção desta cooperativa chamada Brasil.

*Edely Tápia é jornalista, palestrante, tecnólogo em marketing e autor dos livros: A verdadeira fonte da motivação e Famílias + Cooperativas.