Inflação da baixa renda começa 2020 com desaceleração

Alimentos subiram menos em janeiro; carnes bovinas caíram 2,27% após alta de 16,02% em dezembro. Tomate subiu 19,68% e foi maior influência de alta sobre o IPC-C1.

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Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (5) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o IPC-C1, que calcula a inflação para famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos, ficou em 0,55% em janeiro – abaixo dos 0,93% de dezembro. A alta menor dos preços dos alimentos aliviou a taxa de inflação para as famílias de baixa renda neste início de ano.

A taxa também é menor que a variação de 0,59% registrada no mesmo período pelo IPC-Br, que mede a alta de preços para famílias com renda de um a 33 salários mínimos mensais. No acumulado em 12 meses, no entanto, a inflação para as famílias de baixa renda segue maior que a do conjunto da população: 4,55%, ante 4,13% do IPC-Br.

A carne bovina, que vinha pressionando o custo de vida nos últimos meses, teve queda de 2,27%, após alta de 11,78% em dezembro, e contribuiu para a menor alta de preços do grupo alimentação – cuja taxa recuou de 3,08% em dezembro para 0,83% no mês passado. Apesar da alta menor em alimentação, o tomate exerceu a maior influência de alta sobre o IPC-C1 em janeiro, ao subir 19,68%.

Também ficaram menores na mesma comparação as taxas dos grupos despesas diversas (de 1,40% em dezembro para 0,16% em janeiro), vestuário (de 0,46% para -0,24%), transportes (de 0,82% para 0,50%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,31% para 0,29%).

Em sentido contrário, ganharam força as taxas de habitação (de -0,96% para 0,37%), educação, leitura e recreação (de 0,10% para 2,48%) e comunicação (de 0,02% para 0,15%). Destaque para as acelerações registradas em tarifa de eletricidade residencial (de -5,40% para 0,86%), cursos formais (de zero para 5,07%) e mensalidade para TV por assinatura (de -0,57% para 1%).