O ESPÍRITO DA CRUZ .135 – INVESTINDO EM QUE SE GLORIAR

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Assim diz o SENHOR: que o sábio não se orgulhe de sua sabedoria, nem o poderoso de seu poder, nem o rico de suas riquezas. Aquele que deseja se orgulhar, que se orgulhe somente disto: de me conhecer e entender que eu sou o SENHOR, que demonstra amor leal e traz justiça e retidão à terra; isso é o que me agrada. Eu, o SENHOR, falei! Jeremias 9:23-24 (NVT). Aqui residem três motivos de exaltação e um de glória.

Quem sabe, não sabe o bastante para se orgulhar que sabe suficientemente. Todo aquele que sabe algo, na verdade sabe que nada sabe diante da magnitude do saber. Para Jeremy Taylor, “ter orgulho do que se sabe é demonstração da maior ignorância.”

O apóstolo Paulo também disse que o saber inflama, incha ou entumece o ser de todos aqueles que pensam que sabem. O risco de que o saber ensoberbece é enorme e há uma “galera” incontável de diplomados, supondo que o canudo lhe confere o conteúdo dum saber maior. Talvez Sócrates tenha toda razão:

a única coisa que sei, é que nada sei”.

O poder é outra catapulta para o orgulho. Muitos pensam que para exercer mais no reino de Deus precisam de mais poder. De fato precisam do poder do Alto para suportar a carga, jamais, porém, o poder do cargo para sustentar a missão. Jesus não tinha nenhum cargo no sistema judaico, mas tinha todo poder de Alto para realizar o Seu ministério.

Se não temos poder para governar o mundo, podemos ter poder para interceder junto ao trono da graça. Não é o poder da carne que faz a obra de Deus, mas o poder do Espírito Santo. O cristianismo é o poder do Espírito de Deus na alma do homem e não o poder da alma do homem no Espírito de Deus. O cristão não governa acima dos outros, ele é governado, acima de tudo e de todos pelo poder de Cima.

O terceiro motivo de soberba é a riqueza. Muitos acham que dinheiro é a moeda que resolve todas os déficits do sujeito. Se eu tiver dinheiro não importa o meu naipe, vou levar vantagem. Ledo engano desse tolo enfatuado. Alguém disse muito bem que “nem as maiores riquezas do mundo podem resgatar a pobreza do caráter.”

É triste ver dinheiro assumir o primeiro lugar na vida de um cristão e ainda mais na pauta de uma igreja. Já disseram que “a verdadeira medida de nossa riqueza está em quanto valeríamos se perdêssemos todo nosso dinheiro.” Se a nossa fé não afeta a maneira despendida como usamos o dinheiro, então temos que avaliar a nossa crença.

Agora o profeta Jeremias aponta para aquilo que precisamos nos envolver. Se desejamos nos gloriar, que seja em conhecer intimamente o Senhor. Nem a ciência, nem o poder, nem a riqueza; nada neste mundo finito e passageiro pode preencher a necessidade do conhecimento pessoal de Jesus Cristo. Ele não está falando aqui de saber teológico, mas de relacionamento íntimo de amor leal, que traz justiça e retidão à terra. É isto.