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quarta-feira, julho 28, 2021

CHEGANDO NA CASA DO PAI

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Tenho contado, nesse espaço, algumas histórias da infância e das viagens ao meu velho Piaui, aplicando princípios da Palavra de Deus ao nosso cotidiano de fé. Abba me tem ensinado muito com os acontecimentos do dia a dia e procuro transferir isso que aprendi aos meus irmãos e amigos de peregrinação rumo à Sua Casa celestial.

Como já disse, noutro texto, todos os anos nossa família ia passar férias na casa dos meus pais no Sul do Piauí. De Londrina à Brasília, mais de 1.100 kms, a estrada era até razoável, embora com alguns contratempos das enxurradas que ruíam pontes, levando-nos a caminhos alternativos que aumentavam bem o percurso. Em Brasília o nosso ponto de apoio, por muitos anos, foi o hotel Aristus, no setor hoteleiro da Asa Norte.

Numa das viagens, papai mandou sua caminhonete D-10, cabine simples, com o motorista Maninho nos buscar em Brasília. Nós éramos cinco: o casal e três filhos de 7 a 10 anos. Não cabia todo mundo na boleia, então o jeito era distribuir o povo pela carroceria em meio às bagagens. Havia a capota impedindo sol e chuva, mas transformava o ambiente numa sauna. Esse era o meio de transporte pra se chegar, na época, ao fim do mundo.

Dos 860 kms entre Brasília e Corrente-Pi, só uns 100 eram pavimentados. Pensa nos buracos e nos atoleiros. A viagem foi uma epopeia. Saímos às 7 hs da manhã do hotel e chegamos às margens do rio Corrente, 2 hs da madrugada do dia seguinte. Paramos ali a 4 kms da casa de meus pais, porque o rio estava cheio e tínhamos que passar por dentro, pois a cabeceira da ponte não estava concluída, coisas de obras públicas com aditivos dos ratos políticos.

O motorista subiu a pé pela estrutura da ponte e foi para sua casa ali perto e nós ficamos na camionete. Minha esposa e as crianças ficaram nos colchonetes na carroceria e, de tão cansados, dormiram ninados pela cantiga das muriçocas. Eu fiquei na cabine entre os cochilos do cansaço e a vigilância apreensiva, escutando os galos catarem, do outro lado.

Foram 4 horas de escuridão e de preocupação, ainda que na época as coisas no Piauí não eram tão inseguras como hoje. Quando o dia amanheceu foi como a manhã da ressurreição na história dos discípulos. A noite tenebrosa da morte havia chegado ao fim. Cristo quebrou os grilhões da morte e o Seu povo foi retirado da escravatura do maligno.

A história se resume assim: Cristo se encarnou para nos transportar do império das trevas para o Reino do Seu amor. E, para tanto, Ele assumiu a nossa causa morrendo a nossa morte na cruz, para que, na Sua ressurreição, ganhássemos a Sua vida.

A mensagem do Evangelho é maravilhosa. Para chegarmos na Casa do Pai temos que morrer juntamente com Cristo e ressuscitarmos com Ele em novidade de vida. Temos que passar o rio Jordão para entrar na terra prometida. Adão precisa ser substituído por Cristo. Não mais eu, mas Cristo, esse é o único caminho e não há outro.

Olhei de manhã para o rio e suas águas haviam descido. As 8 hs chegou Maninho e com perícia passamos o rio com a correnteza ainda fazendo a caminhonete dançar. Logo chegamos na casa dos meus pais, onde tomamos aquele café reforçado com pão quente de coalhada, recheado com geleia de araçá, requeijão frito, panqueca e tantas guloseimas.

Você tem certeza que um dia chegará na Casa do Pai? Nenhuma religião pode levá-lo até lá, pois o caminho é Cristo; o condutor é Cristo e a condução é Cristo. Cristo Jesus não é religião Ele é o Evangelho. Creia nEle com Senhor e Salvador da sua vida. Amém.

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