Crise Financeira pode interromper transporte coletivo de Ji-Paraná

Segundo o representante da cooperativa de transporte, a causa seria a queda de arrecadação diante dos impactos da pandemia.

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A coperativa de transporte coletivo (Coopemtrans) de Ji-Paraná, representado pelo Walter Freitas, afirmou que devido à crise provocada pela pandemia do novo Coronavirus, o transporte público do município poderá ser suspenso em função da queda na arrecadação financeiro da empresa.

“Trabalhar apenas com o que arrecadamos dos passageiros em geral é impossível, pois os gastos superam em muito essa receita. O que nos mantém em condições de operar, são os recursos advindos dos convênios para vender vales estudantil e vales transporte para serem usados por alunos e também por servidores públicos”, relatou Walter.

Em 2019 os vales estudantil do convênio para atender os alunos da rede pública garantiram à empresa uma venda de 184 mil vale estudantil. Neste ano, essa receita, em função da inesperada pandemia que levou os alunos a não utilizarem mais os vales, foi de apenas de 41 mil vale estudantil.

“Em 2019, esse convênio nos deu uma receita sobre 178 mil vales transporte, e neste ano, a receita foi de apenas 99 mil vales transporte utilizado pelos servidores públicos”, explicou.

A empresa, desde o mês de abril vem rodando com esse déficit orçamentário, segundo Walter, e que agora chegou à condição de não conseguir mais trabalhar.


“Já fizemos um comunicado à prefeitura de que no próximo dia 30 deste mês de novembro, a partir das 20h, lamentavelmente suspenderemos nossas atividades”, afirmou Walter.

No começo do ano, quando veio a Pandemia, a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (ANTU), previu que se os municípios não conseguissem manter os pagamentos dos convênios, cerca de 50% das empresas de transporte público iriam à falência, pois a receita que advém do transporte do público comum não cobre os gastos e não dá lucro.

Para que as empresas possam se manter sem esses convênios, o custo do vale transporte teria que subir bem mais que 100%, e isto não é conveniente ao trabalhador de classes menos favorecida que não tem condições que arcar com um custo tão alto.

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