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segunda-feira, maio 10, 2021

DE JOELHO DIANTE DO BAÚ

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Tenho contado nesse espaço, pequenas histórias do agir da família na formação do meu caráter e a aplicação dos princípios bíblicos na vida cristã. Muitos dos amigos do Facebook têm me pedido para continuar narrando essas minhas experiências, junto com a aplicabilidade da Palavra de Deus no nosso cotidiano. Assim, vamos continuar…

Aos 17 anos tinha terminado o ginásio, no Piauí, e o histórico dos meus irmãos era ir estudar no Rio de Janeiro, berço do meu pai. Pela idade você vê que terminei tarde o “primeiro grau”, porque comecei tarde a estudar. Tive muita dificuldade na alfabetização, pois tenho pequena dislexia. Mas agora chegou a hora de sair de casa e voar pelo mundo.

A viagem de Corrente-Pi ao Rio Janeiro foi a cavalo até Gilbués, cerca de 80 km, e daí até Brasília num avião DC 3, daqueles da 2ª guerra mundial e de ônibus até o Rio. No dia em que ia sair de casa, minha mãe me chamou e me fez ajoelhar com ela diante de um baú, no seu quarto, fazendo uma oração, que nunca mais esqueci.

Ela orou: “Pai, meu filho agora vai embora, mas o Senhor vai cuidar dele. Eu não estarei perto para ajudá-lo, quando ele precisar, mas o Senhor, que é Pai vai orientar e dirigir os seu passos. Eu sei que o Senhor vai cuidar dele melhor do que eu, por isso, posso descansar, ainda que vá sentir muita saudade. Deus, eu entrego o Glenio a Ti… no nome de Jesus, amém”. E terminamos aquele momento com muitas lágrimas.

Rio de Janeiro era a Cidade Maravilhosa, encantadora. Fui morar na Tijuca com amigos da nossa família que eram pessoas livres e desencanadas. Agora, não tinha mamãe me controlando e podia me conduzir como achasse mais conveniente, assim pensava eu.

Mas, o Deus da minha mãe não cochila e cuidou de mim em cada biboca em que me meti. Tentei fazer algumas traquinagens, todavia, aquela oração não foi só ouvida por Deus, ela ecoava, também, em minha alma, ainda que eu não fosse uma nova criatura. Jim Elliot dizia: “Deus ainda está no trono, nós ainda estamos a seus pés, e entre nós há apenas a distância de um joelho.” Quando ajoelhamos há um choque de armas na esfera celestial.

Ivern Boyett foi preciso ao dizer: “a maioria dos problemas do homem moderno origina-se do tempo exagerado que ele passa usando as mãos e do tempo insuficiente que passa usando os joelhos.” Vivemos atarefados com muitas coisas e sem saber onde pô-las. Se orássemos mais, estaríamos menos ansiosos e preocupados com nossos labores.

Não estou defendendo a falta de transpiração, mas a importância da oração em meio ao trabalho. Devemos trabalhar, sim, porém, orar sempre. E é bom lembrar o que disse W. E. Sangster: “muitas pessoas oram por coisas que só podem ocorrer com o trabalho, e trabalham por coisas que só podem ocorrer pela oração.” Portanto, orai sem cessar. 1 Tessalonicenses 5:17, ainda mais agora, que estamos chegando ao fim da estrada.

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