Ex-vereador é preso após confessar ter matado amante em RO

O caso aconteceu em abril deste ano, no município de Ji-Paraná. O corpo da vítima foi encontro na própria chácara do acusado.

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O ex-vereador Obadias Ferreira da Silva, de Ji-Paraná (RO), foi preso nesta sexta-feira (9) suspeito de ter matado uma mulher de 29 anos e enterrado o corpo dela em uma cova de 3 metros de profundidade em uma chácara do município. Segundo a Polícia Civil, a vítima, Edilene Vieira da Silva, seria amante de Obadias.

A prisão do ex-vereador aconteceu durante a operação Mendax, que investigava o desaparecimento de Edilene desde 13 de abril.

Enquanto os agentes cumpriam mandados de busca em Ji-Paraná, Obadias acabou se contradizendo no depoimento e confessou que matou a amante e enterrou o corpo na frente da casa onde moraria com sua atual esposa, com quem é casado há mais de 20 anos.

Depois de revelar o homicídio, o ex-vereador então decidiu levar os policiais à propriedade rural onde enterrou a vítima de 29 anos.

A Polícia Civil então chamou uma pá-carregadeira e escavou a área por cerca de sete horas, até que localizou a ossada de Edilene, na frente do imóvel rural.

Segundo o delegado Júlio César de Souza Ferreira, a ossada estava enterrada junto de outros pertences de Edilene, como o capacete de moto e a bolsa com documentos pessoais.

Em depoimento, o ex-vereador confessou que ele mesmo abriu a cova de 3 metros de profundidade e enterrou Edilene.

À polícia, o ex-vereador afirmou que ‘perdeu’ a cabeça e matou a vítima em legítima defesa, pois ela teria lhe agredido.

“Ele disse que a vítima foi até a chácara dele [em 13 de abril] e ele achou que ela ia matá-lo e então acabou perdendo a cabeça e cometendo o ato e enterrando em seguida no local onde estavam”, contou o delegado Júlio César.

Ainda segundo o delegado, a polícia já suspeitava que Obadias pudesse ter matado a mulher, no entanto ainda tentavam saber a motivação.

O corpo da vítima foi encontrado em estado de decomposição

“A gente já tinha representado pela prisão temporária dele, e busca apreensão na chácara, pois já tínhamos bastante elementos que foi ele o autor do fato, mas não tínhamos o corpo ainda. Inicialmente ele foi indiciado pelo crime de latrocínio. Por isso já tínhamos conseguido essa ordem judicial e fomos cumprir na manhã de quinta-feira”, relatou o delegado.

Na propriedade foram feitas várias buscas, inclusive com a ajuda do Corpo de Bombeiros, que mergulhou em represas para tentar localizar o corpo da vítima.

Após o corpo ser localizado a 3 metros de profundidade, segundo a Polícia Civil, o Instituto Médico Legal (IML) recolheu a ossada de Edilene e a polícia já fez o auto de reconhecimento.

“A família já reconheceu o corpo categoricamente, reconheceu os objetos da vítima, inclusive a identidade de Edilene”, revelou o delegado.

Ele segue preso no presídio Agenor Martins, em Ji-Paraná.

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