Hospitais enfrentam crise por conta de suspensão coleta de lixo hospitalar em RO

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, não houve acordo com empresa responsável pela coleta. Sem acordo, a empresa retirou das unidades todos os objetos e materiais utilizados à coleta de lixo hospitalar.

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Várias caixas de papelão estão sendo usadas — de forma improvisada — para armazenar os materiais de lixo hospitalar nos Hospitais estaduais de Rondônia. Tudo isso, por conta da  suspensão da coleta de lixo infectante nos hospitais. O contrato com a empresa responsável pela coleta do lixo hospitalar venceu ontem, na terça-feira (24) e não houve acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau).

As imagens nesta quarta-feira (25), mostram várias seringas, faixas, frascos de medicamentos e luvas amontoadas em caixas de papelão.

Seringas e objetos hospitalares descartados em caixas no Hospital de Base — Foto: WhatsApp/Reprodução
Seringas e objetos hospitalares descartados em caixas no Hospital de Base — Foto: WhatsApp/Reprodução

Um dos flagrantes foi feito na clínica ortopédica do Hospital de Base, em Porto Velho. Uma servidora disse temer uma possível contaminação de profissionais da saúde ou pacientes.

Até então, o trabalho era executado em todas as unidades da rede pública estadual pela mesma empresa.

Em nota, a Sesau disse que tentou prorrogar o contrato com a empresa até 31 de dezembro deste ano, pois já está com outra licitação em andamento. Entretanto, a empresa não aceitou, pois queria por um prazo de 180 dias.

Sem acordo, a empresa retirou das unidades todos os objetos e materiais utilizados à coleta de lixo hospitalar.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia (Cremero) se manifestou sobre o acúmulo de lixo hospitalar nas unidades de saúde do estado e prometeu uma fiscalização.

“O risco de transmissão de doenças e contaminação, tanto de pacientes quanto de profissionais da saúde expostos a essa situação, é altíssimo e de grande preocupação para este Conselho.”

Entendemos que se faz necessário e urgente, esclarecimentos e orientações sobre as medidas tomada pelos gestores para garantir que sejam seguidas fielmente as normas específicas de acondicionamento e descarte do material hospitalar. Caso encontrado irregularidades os ambientes fiscalizados estarão sujeitos a interdição ética”. disse o conselho.

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