Tem muita gente querendo viver às custas dos outros. Basta uma vista d’olhos no congresso nacional, nos tribunais e afins, que vivem da exorbitância do dinheiro público. Mas, também, há muitos folgados que não trabalham e vivem encostados em terceiros.

A preguiça é uma fábrica de fazer espertalhões. Muitos filhos e parentes se põem no sofá esperando ou até exigindo o pagamento de suas contas. E fazem isto por causa de sua altivez. Essa turma não quer fazer algo que seja mais humilde. Sente-se superior.

Thomas Adams, no séc 16, disse: “o orgulho lançou o orgulhoso Nabucodonosor para fora da sociedade dos homens, o orgulhoso Saul para fora do seu reino, o orgulhoso Adão para fora do paraíso, o orgulhoso Hamã para fora da corte e o orgulhoso Lúcifer para fora do céu,” e pode lançar você e eu para fora do mercado de trabalho digno.

Há muita gente sofrendo com o desemprego, mas só quer fazer aquilo que lhe dá status. Sto. Agostinho dizia que “o orgulho é o desejo perverso das alturas”. A realização pessoal não está no ganho em si, ainda que seja importante, mas no trabalho digno.

Leslie Carter sustentava: “Não é a teologia que faz de um homem de valor aquilo que ele é, mas sim, a “trabalhologia”!” Não há lugar de descanso neste mundo, a não ser no Senhor. Todos os filho de Deus trabalham como o seu próprio Pai, que nunca pára de trabalhar. E “o trabalho mais simples para Jesus tem mais valor do que a dignidade de um imperador,” dizia C. H. Spurgeon, na Inglaterra, no séc 19.

Deus não concedeu a nenhum filho Sua permissão pra ser preguiçoso. Conheci um casal de classe média, gente boa, que criou os seus filhos com muita nobreza e não os ensinou a trabalhar. Agora, eles vivem da “nobreza”, mas em falência. Não há remédio para o progresso saudável senão pela transpiração pessoal, embora o orgulho impeça muitos de sair para a lida. A ociosidade e o orgulho sepultam pessoas vivas.

Por outro lado, William Law afirmou: “O diabo fica contente com pessoas que se esmeram em boas obras, contanto que ele possa torná-las orgulhosas delas.” O orgulho dos indolentes que não querem se diminuir para buscar serviços mais humildes ou o orgulho dos que se acham superiores é nefasto para o progresso da alma e dos ganhos.

Sócrates, o filósofo grego, dizia: “Não é ocioso somente quem não faz nada, mas também quem poderia ser mais bem aproveitado.” Pai, por Tua graça, não permitas que eu seja imobilizado tanto pelo orgulho da comodidade, como da exaltação pessoal. Amém.

Vale Estreito

https://valeestreito.wordpress.com/2020/05/06/fale-me-do-trabalho/
( Glênio Fonseca Paranaguá)

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