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terça-feira, novembro 24, 2020

A PARÁBOLA DA FIGUEIRA E TODAS AS ÁRVORES.

Ainda lhes propôs uma parábola, dizendo: Vede a figueira e todas as árvores. Lucas 21:29. (Esta parábola trata da 2ª vinda de Cristo a este mundo).

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Jesus estava falando com os Seus discípulos do Seu retorno à terra depois da Sua partida iminente. Então, Ele mostra um sinal que indicaria a proximidade de Seu retorno, que é o brotamento da figueira e de todas as árvores. Aqui há um aviso importantíssimo.

A figueira é uma imagem bem adequada da nação de Israel, que começaria a reverdecer nos últimos dias. Jesus havia amaldiçoado uma figueira infrutífera, que secara, um pouco antes desta parábola aqui. Israel era a figueira sem frutos. Vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela; e, não tendo achado senão folhas, disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti! E a figueira secou imediatamente. Mateus 21:19.

Israel era a nação que ficara infrutífera. Nem mesmo o Messias foi identificado pelo povo judeu. A praga contra a figueira era um duro julgamento por sua falta de frutos. Aquela árvore só tinha folhas, mas sem frutos. A figueira normalmente quando tem folhas, tem flores, (isto é, tem frutos). A figueira significa que Israel só tinha aparência religiosa.

Então, Israel ficou na dispersão e na obscuridade desde o ano 70 dC, quando o general Tito devastou Jerusalém, e o povo judeu se espalhou pelo mundo. Certamente não é sem significado que, após séculos de dispersão e obscuridade, a nação foi restabelecida em 1948 e, agora, é reconhecida como um membro efetivo da família das nações.

O surgimento de outras árvores pode simbolizar o crescimento fenomenal do nacionalismo e o aparecimento de muitos novos governos em países recém-desenvolvidos do mundo. Esses sinais significariam que o glorioso reino de Cristo logo seria estabelecido.

A Liga das Nações criada em 1919 e a ONU em 1945, substituindo o desempenho pífio da Liga, seriam a tipificação de “todas as árvores” que brotaram no mesmo panorama político que Jesus profetizou para o tempo do fim. O aparecimento de folhas nas árvores anuncia que o verão está próximo. Portanto, esse sinal nos diz que o Reino está às portas.

Jesus dá uma boa orientação de botânica ao dizer: Quando começam a brotar, vendo-o, sabeis, por vós mesmos, que o verão está próximo. Lucas 21:30. Aqui, parece claro que Jesus está se referindo ao retorno da nação de Israel diante do cenário mundial. Assim, tudo indica que o estabelecimento do Estado de Israel é o brotar da figueira que havia secado com o anátema pronunciado por Jesus, antes do seu sacrifício na cruz.

Agora, Jesus diz: Assim também, quando virdes acontecerem estas coisas, sabei que está próximo o reino de Deus. Lucas 21:31. Que coisas? O brotar da figueira e de todas as árvores, ou seja, o surgimento da nação de Israel e das várias nações, após a 2ª guerra mundial. Esses acontecimentos são prenúncio da 2ª vinda de Cristo.

Então, Jesus afirma de modo assertivo: Em verdade vos digo que não passará esta geração, sem que tudo isto aconteça. Lucas 21:32. Jesus disse claramente que esta geração não passaria até que todas estas coisas acontecessem. Porém, o que Ele quis dizer, de fato, com “esta geração” e “todas estas coisas”? O que está por detrás de sua afirmação?

Alguns acham que Ele se referiu à geração que vivia na época em que proferiu essas palavras, e que todas as coisas já se cumpriram com a destruição de Jerusalém no ano 70 dC. Mas isso não pode ser assim, porque Cristo não voltou e Ele disse: Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória. Lucas 21:27.

Se o cumprimento de sua profecia fosse àquela geração, onde estaria a vinda gloriosa de Cristo? E quando isso aconteceu? Não me parece que a geração a que Jesus se referia fosse aquela que estava viva, quando Ele pronunciou estas palavras.

Outros acreditam que “esta geração” se refere às pessoas que estavam vivendo quando o sinal começasse a acontecer, ou seja, os que estivessem vivos no início do sinal, quando a figueira brotasse, viveriam até o retorno de Cristo. Todos os eventos previstos aconteceriam dentro de uma geração. Essa é uma explicação bem possível.

Outra possibilidade ainda é que “esta geração” se refere ao povo judeu em sua atitude de hostilidade a Cristo. O Senhor estava dizendo que a raça judaica sobreviveria, dispersa por muito tempo, mas indestrutível, e que sua atitude para com Ele não mudaria ao longo dos séculos. É bem possível que a 2ª e 3ª opções estejam corretas.

A palavra geração, no grego, geralmente significa todas as pessoas vivas em um determinado momento, mas, também, pode significar todas as pessoas de um certo tipo (por exemplo, ímpios ou justos). Embora o termo ainda possa significar “raça”; e, se este for o significado aqui, então quer dizer que os judeus continuarão vivos até o fim.

Finalmente, Jesus assegura com toda clareza: passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão. Lucas 21:33. Aqui fica bem evidente que a Palavra de Cristo Jesus é mais firme do que tudo no universo. Ela é eterna e imutável.

Jesus enfatiza nesse texto que os céus atmosféricos e estelares desapareceriam um dia, e o mesmo aconteceria com a Terra em sua forma atual. Mas as predições dEle não iriam deixar de se cumprir. O mundo físico sofre as influências da lei da entropia e terá um fim, em algum tempo, todavia a palavra de Cristo é eterna e jamais passará.

Para William Hendriksen: “o caráter permanente da mensagem de Cristo, em oposição à natureza transitória até mesmo de “céu e terra” em sua condição atual, é o fundamento sobre o qual a fé pode ser construída”. Jesus afiança a eternidade de Sua palavra diante da própria criação, visto que o universo surgiu por meio da Sua palavra.

O apóstolo Pedro aponta o surgimento do mundo por meio da palavra de Deus. Porque, deliberadamente, esquecem que, de longo tempo, houve céus bem como terra, a qual surgiu da água e através da água pela palavra de Deus, 2 Pedro 3:5. Por isso o universo não tem sustentação em si mesmo fora da palavra de Deus. Tudo neste mundo caído passa, menos a palavra de Deus. É aqui que reside a segurança dos crentes.

Cristo diz aos seus discípulos que observem os sinais dos tempos para que possam julgar os fatos e os incumbe de considerar a ruína da nação judaica bem próxima. No entanto, essa raça e família de Abraão não será extirpada; sobreviverá como nação e será encontrada, conforme profetizado, quando o Filho do Homem voltar e for revelado.

Ele os adverte contra a confiança neste mundo. Esta ordem é dada a todos os seus discípulos. Tenham cuidado para não serem dominados por tentações ou traídos por suas próprias corrupções. Não podemos estar seguros se estivermos carnalmente seguros.

O perigo é o dia da morte ou do julgamento vir sobre nós quando não estivermos preparados. Assim, quando formos chamados para encontrar nosso Senhor, o que estiver mais perto de nossos corações é o que está mais longe de ocupar nossos pensamentos. Pois bem, será assim para a maioria das pessoas que habitam a terra e que só pensam nas coisas terrenas, vivendo sem a realidade celestial. (Veja as virgens néscias, Mat 25:1-13).

O Dia do Senhor será um terror e destruição para o mundo. Então, veja aqui qual deve ser nosso objetivo para sermos considerados aptos para escapar de todas essas coisas que hão de vir, de modo que, quando os julgamentos de Deus estiverem em toda parte, não estejamos em calamidade comum, ou, que não seja para nós, o que é para os néscios.

“A certeza da segunda vinda de Cristo deve tocar e impregnar cada parte do nosso comportamento diário,” e a parábola da figueira brotando é um sinal decisivo.

Vou terminar este estudo citando o expositor bíblico do Séc 17, Matthew Henry, quando analisava esta parábola. Ele procurava estimular os seus leitores a uma postura de prontidão diante da presença iminente do Senhor Jesus Cristo, e fez algumas alegações.

“Você se pergunta como posso ser considerado digno de estar diante de Cristo naquele dia? Aqueles que nunca buscaram a Cristo, agora vão a Ele; aqueles que nunca se humilharam por seus pecados, comecem agora; aqueles que já começaram, que continuem e sejam humildes. Portanto, vigiem e orem sempre. Estejam alerta contra o pecado; alerta em todos os deveres e aproveitem todas as oportunidades para fazer o bem”.

“Orem sempre: aqueles que vivem uma vida de oração neste mundo serão considerados dignos de viver uma vida de louvor no outro mundo. Vamos começar e terminar cada dia dando ouvidos à palavra de Cristo, obedecendo aos seus preceitos e seguindo o seu exemplo, para que, quando Ele chegar, sejamos encontrados vigilantes”.

Para Sto. Agostinho, “quem ama a vinda do Senhor não é aquele que afirma que ela ainda está distante, nem aquele que diz que está perto. É aquele que, esteja distante ou próxima, aguarda-a com fé sincera, esperança firme e amor fervoroso.”

Portanto, a certeza da segunda vinda de Cristo deve ocupar os nossos corações e ter a primazia em nossos pensamentos, para que tudo o que fizermos em nossa vida diária, de algum modo, esteja pautado pelo desejo de estar com o Senhor para sempre. Maranata.

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