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quarta-feira, novembro 25, 2020

REGENERADOS PARA A SANTIDADE

Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. Efésios 1:4 (NVI)

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O Evangelho é o poder de Deus para a salvação daquele que crê, e essa salvação, no que diz respeito ao homem, é completa e acontece em três etapas distintas: a justificação, a santificação e a glorificação, nessa ordem. No passado nós fomos justificados, no presente nós estamos sendo santificados, e, no futuro, nós seremos glorificados.

A justificação e a glorificação – primeira e última etapa da salvação – são obras da graça de Deus, que Ele realiza sozinho e num instante. A santificação, por outro lado, é uma obra longa e contínua na qual Deus, também movido pela Sua graça, nos coloca como co-participantes. A santificação, portanto, nada mais é do que o intervalo entre o dia em que fomos justificados pela fée o dia em que seremos glorificados pela volta do Senhor; ou seja, trata-seda vida cristã aqui na terra.É sobre esse assunto (santificação) que estudaremos no texto de hoje (Romanos 6.1-14).

Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? Romanos 6.1. Infelizmente, assim como no tempo de Paulo, também hoje existem muitas pessoas que pensam dessa maneira, e o motivo para pensarem assim é que elas têm um conceito equivocado do que vem a ser a regeneração. Trata-se de pessoas que conhecem a salvação pela graça apenas como uma doutrina, mas não a têm como uma experiência pessoal. Para estes a resposta de Paulo é enfática: De modo nenhum! Romanos 6.2a. Um homem que foi verdadeiramente regenerado por Deus em hipótese alguma cultivará uma atitude como essa porque, no ato da regeneração, ele se tornou participante da natureza divina e Deus odeia o pecado.

Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos? Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. Romanos 6.2b-4.

A verdadeira regeneração consiste no batismo do pecador na pessoa de Cristo Jesus. Não se trata aqui do batismo nas águas pelo qual passamos para nos tornar membros de uma comunidade; mas sim de algo muito mais glorioso: o nosso batismo espiritual no corpo de Cristo na sua cruz, através do qual o Senhor matou o pecador filho da ira e ressuscitou um filho de Deus que anda em novidade de vida. Essa é uma obra realizada por Deus e, portanto, perfeita; de modo que é impossível a um homem verdadeiramente regenerado permanecer na prática do pecado, uma vez que ele é nascido de Deus e o que permanece nele é a semente divina. (1 João 3:9).

Todavia, apesar de não viver na prática do pecado, um regenerado ainda pode cometer e, efetivamente, comete muitos pecados, e a razão pela qual isso acontece nos é explicada na sequência do texto: Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição. Romanos 6:5. Nesse verso observamos diferentes tempos verbais numa mesma oração: fomos, no passado e seremos, no futuro, e é importante compreendermos a razão dessa distinção.

Em termos espirituais nós já morremos e ressuscitamos com Cristo, no passado, mas, no que diz respeito ao corpo físico, nós ainda não ressuscitamos em glória como o nosso Senhor, estando esse benefício reservado para o futuro. Em outras palavras, nós temos um Espírito novo habitando num corpo velho e esse é, justamente, o campo de batalha do cristão – o seu corpo corruptível e a sua alma habituada ao pecado. É precisamente nessa área que Deus trabalha santificando o homem que foi regenerado, a fim de transformá-lo, de glória em glória, à imagem do nosso Senhor. E o que torna viável esse processo de santificação é a graça de Deus, por meio da cruz de Cristo.

Sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos. Romanos 6.6. O velho homem foi crucificado (no passado) para que não sirvamos ao pecado como escravos (no presente). De acordo com a bíblia, toda a humanidade está subdividida em apenas dois tipos de homem: O velho e o novo; Adão e Cristo. Todos nós, sem exceção, nascemos em Adão e, portanto, mortos em nossos delitos e pecados (Efésios 2:1-3).

Enquanto estávamos em Adão, nossa relação com o pecado era de escravidão e nós não tínhamos outra opção, senão pecar. Agora, entretanto, nosso velho homem foi crucificado e nós estamos no novo homem que é Cristo e, se alguém está em Cristo é uma nova criatura, as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo (2 Coríntios 5.17).

O velho homem ao olhar para o pecado só consegue enxergar prazer, ao passo que o novo homem, com a mente de Cristo, tendo se tornado participante da natureza divina,compreende toda vileza do pecado e o quanto ele é ofensivo à santidade de Deus. É esse discernimento espiritual e essa renovação do entendimento que habilitam o crente a deixar de servir ao pecado como escravo.

Porquanto quem morreu está justificado do pecado. Romanos 6.7. Um réu, quando está sendo acusado num tribunal, não faz outra coisa senão tentar justificar-se diante do juiz para escapar da condenação. Quando estávamos em Adão éramos como réus diante do Juiz, que é Deus, tentando justificar o nosso pecado; mas agora, mortos para o pecado na cruz de Cristo, já cumprimos a pena que nos cabia e não precisamos mais tentar nos justificar diante de Deus; antes, podemos confessar os nossos pecados para que recebamos não só o perdão, mas, também a purificação deles (1 João 1.9). A nossa justificação, portanto, é o que torna possível a nossa santificação.

Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos, sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele. Romanos 6.8-9.Temos aqui uma declaração magnífica: A promessa da vida eterna, num corpo de glória, igual ao do nosso Senhor. Nessa guerra contra o pecado, chamada santificação, onde enfrentaremos inúmeras batalhas, nas quais teremos vitórias e também derrotas; o que nos encoraja a lutar é o fato de conhecermos de antemão o resultado final da guerra: a glorificação do nosso corpo e a vida eterna; e a nossa principal motivação para correr com perseverança essa carreira, é glória de Deus, que nos deu a vida eterna como uma dádiva da sua graça.

Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. Romanos 6.10-11. A Palavra de Deus nos exorta a considerarmo-nos mortos para o pecado e vivos para Deus, e ela nos faz essa exortaçãopor um simples motivo: É o que, de fato, aconteceu conosco na cruz. É Deus quem está dizendo e, portanto, é a verdade.

Certamente a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus. 1 Coríntios 1.18. Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação. 1 Coríntios 1.21. Creiamos, pois, na loucura da pregação.

Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões. Romanos 6.12. O pecado já reinou outrora como um tirano no nosso corpo; agora, porém, que não estamos mais em Adão, mas em Cristo, ele já não reina mais. Todas as suas tentativas de recuperar o domínio sobre nós podem e devem ser resistidas. E como fazer isso?

Nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade;mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. Romanos 6.13.Da mesma maneira que oferecíamos os nossos membros integralmente para o pecado, assim agora nós podemos oferecê-los a Deus, e essa é uma das declarações mais sublimes de toda a escritura, porque, segundo a própria Bíblia, somente aquilo que é absolutamente perfeito e sem nenhum defeito pode ser oferecido a Deus, e, em Cristo, é isso que somos: novas criaturas, absolutamente perfeitos. Jesus não apenas morreu por nós, mas também viveu uma vida perfeita em nosso lugar, e a sua justiça nos foi imputada gratuitamente quando o recebemos pela fé.

Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça. Romanos 6:14. Irmãos, porque nós fomos salvos pela graça de Deus, e regenerados pela glória do Seu poder, o pecado não terá domínio sobre nós. Consideremo-nos, pois, mortos para o pecado e vivos para Deus.

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