PF deflagra Operação Artificium que investiga grupo de estelionatários em RO

Mandados judiciais foram cumpridos nos municípios de Ji-Paraná, Vale do Paraíso, Porto Velho e Ouro Preto do Oeste.

0
47
Duas pessoas foram presas e outros sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Operação Artificium em Rondônia

A Polícia Federal (PF) de Rondônia cumpriu ontem na quinta-feira (5), nove mandados judiciais em quatro cidades do estado: Ji-Paraná, Vale do Paraíso, Porto Velho e Ouro Preto do Oeste.

O objetivo da Operação Artificium deflagrada pela PF foi desarticular uma associação criminosa que praticava crimes de estelionato e invasão de terras em áreas da União. Entre as apreensões estão documentos e armas, duas pessoas foram presas.

As investigações começaram após os agentes serem informados de que o grupo pretendia invadir a Reserva Biológica do Jaru, que fica perto do Vale do Paraíso. Com a informação em mãos, os investigadores descobriram a existência de um grupo criminoso que planejava vender ilegalmente lotes em áreas pertencentes à União.

A PF também concluiu que os integrantes do grupo vinham espalhando informações falsas sobre a disponibilidade de uma área chamada “TD Bela Vista”, que fica dentro da reserva e está em processo de indenização.

O grupo, ainda de acordo com a PF, vinha fazendo planos desde o começo deste ano a fim de conseguir interessados em comprar os lotes no interior da reserva. Os integrantes alegavam que iriam conseguir a regularização da área, com promessas até de casas prontas. Os suspeitos diziam ainda que tinham apoio de órgãos públicos.

Para que o esquema criminoso funcionasse, o grupo ainda contava com o auxílio de um advogado para tentar transparecer legalidade, como a realização de cadastros auto declaratórios em órgãos ambientais e sanitários. A alegação é de que os documentos já garantiam a titularidade da terra.

Segundo a PF, os investigados têm residência fixa, imóveis em seus nomes, não vivem em áreas invadidas ou de assentamentos e não fazem parte de movimentos sociais sem-terra. Alguns deles já foram investigados por suposto envolvimento em outras invasões.

Eles responderão por crimes de estelionato, invasão de terras, dano a unidades de conservação e associação criminosa.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui