Projeção aponta vitória de Biden nos EUA; Trump vai recorrer

Democrata conquista margem no Colégio Eleitoral para ser o 46º presidente dos EUA, mas vai haver contestação por parte dos republicanos

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Em meio a um dos anos mais turbulentos da história recente dos EUA, a votação na eleição presidencial bateu todos os recordes recentes e elegeu o democrata Joe Biden como o 46º presidente do país. Com uma vitória no Estado da Pensilvânia, ele chegou a 284 votos no Colégio Eleitoral e venceu a disputa, segundo as projeções da Associated Press (AP).

No entanto, o resultado ainda não é oficial. Ainda existem votos em apuração em seis Estados e o presidente Donald Trump prometeu contestar na Justiça o resultado da urnas. Por isso, pode haver alguma demora para oficializar o fim da eleição norte-americana.

Essa é apenas a segunda vez nos últimos 40 anos que um presidente não conquista a reeleição no país. O último foi o também republicano George Bush derrotado no fim de seu primeiro mandato por Bill Clinton, em 1992 .

A vitória democrata parecia improvável na virada do ano, quando Trump se livrou de um processo de impeachment e estava consolidado com excelentes resultados na economia. Um 2020 tumultuado, no entanto, mudou tudo isso.

5Pandemia, economia e conflitos

A pandemia do novo coronavírus, que tem nos EUA seu epicentro, com mais de 9 milhões de casos e 230 mil mortes, a grave crise econômica que tomou conta do país, trazendo desemprego e queda das atividades, além dos protestos contra o racismo e a brutalidade policial no meio do ano, alteraram o cenário.

Com vitória expressiva no voto popular (mais de 74 milhões de norte-americanos votaram no candidato democrata, 50,5% do total, contra 70 milhões que votaram em Trump), Biden agora tem a missão de tentar controlar a pandemia no país, reaquecer a economia e reconciliar diferenças no país. A cerimônia de posse será no dia 20 de janeiro.

4Carreira longeva

Aos 78 anos, o ex-vice-presidente de Barack Obama (2009-2017) foi senador pelo estado de Delaware de 1973 a 2008. O democrata usou sua experiência e moderação para se apresentar como o candidato ideal para enfrentar o populismo do presidente norte-americano Donald Trump em eleições permeadas pela crise e pela pandemia de covid-19.

Para ser sua vice, Biden escolheu a senadora Kamala Harris, da Califórnia. De família de imigrantes, Harris foi criada pela mãe que é indiana, pesquisadora de câncer e ativista de direitos civis. Seu pai é jamaicano.

“Minha mãe entendia muito bem que estava criando duas filhas negras”, escreveu Harris em sua autobiografia. “Ela estava determinada a garantir que nos tornaríamos mulheres negras confiantes e orgulhosas.”

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