Em carta aberta, Anvisa rechaça pressão política em torno da vacina

Servidores reafirmam independência da agência na pandemia. Autarquia foi envolvida na cruzada pela liberação de imunizantes contra a covid-19

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Servidores da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgaram carta aberta para defender a autarquia e reafirmar que a atuação dos técnicos nos trabalhos durante a pandemia são independentes, não se submetendo, portanto, a pressões políticas.

No documento, assinado pela Univisa (associação dos servidores da agência), os funcionários, que estão no meio de uma cruzada em torno pelas vacinas contra a covid-19, se dizem acostumados com pressões inerentes ao dia a dia da autarquia, mas o trabalho técnico está acima de qualquer pressão.

“Ao longo dos seus 20 anos de existência, a Agência consolidou-se como uma referência no setor de saúde justamente pelo trabalho desenvolvido por seus servidores, que resultou na reconhecida excelência da sua atuação regulatória e na credibilidade de suas ações e decisões, baseadas exclusivamente em critérios técnicos e científicos”, diz o documento.

A Anvisa está no meio do debate político entre o presidente Jair Bolsonaro e grande parte dos governadores, especialmente o de São Paulo, João Doria (PSDB), que discordam sobre como a liberação dos imunizantes deve ser realizada e os prazos. Mesmo sem o aval da agência, o tucano informou nesta quinta-feira (10) que o Instituto Butantan iniciou a produção da CoronaVac e está mantida a data de início da vacinação no estado em 25 de janeiro.

“É importante ressaltar, ainda, que o corpo técnico da Anvisa é constituído por servidores de carreira. Ademais, o Comitê criado para se dedicar exclusivamente à análise dos pacotes de dados contidos nos pedidos de registro e de autorização para uso emergencial das vacinas contra a Covid-19, doença caracterizada como pandemia pela OMS desde março de 2020 e que já vitimou dramaticamente mais de 178 mil brasileiros, tem seguido e respeitado preceitos técnicos previstos no arcabouço regulatório sanitário vigente no país”, segue a carta.

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