Lacen e Fiocruz se unem para acelerar diagnóstico da covid-19 em RO

A parceria surgiu por conta da grande demanda de amostras recebidas da doença.

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Em virtude do aumento no número de amostras recebidas para diagnóstico de Covid-19, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) alinharam uma parceria para reforço no diagnóstico de exames da Covid-19 em Rondônia. No último fim de semana, o Laboratório de Virologia Molecular da Fiocruz recebeu uma quantidade de 470 amostras para a extração de material genético e diagnóstico, por meio da técnica de RT-qPCR (exame que identifica a presença do vírus, confirmando ou não a Covid-19 na amostra analisada).

De acordo com a direção do Lacen, estão sendo recebidas de 2.500 a 3.000 amostras, por dia. “Por meio dessa parceria com a Fiocruz, nós poderemos dar mais agilidade ao processamento das amostras, e, consequentemente, ampliaremos o nosso número de testagens diárias”, informou Cicileia Correia da Silva, diretora do Lacen. Segundo ela, o aumento considerável no envio de amostras, pelos municípios, começou a ser observado ainda na primeira quinzena de dezembro de 2020, “anteriormente, nós estávamos recebendo uma média de 800 a 1.000 amostras, diariamente, mas chegamos a receber cerca de 400 amostras” destacou.

Para a pesquisadora em Saúde Pública e chefe do Laboratório de Virologia Molecular da Fiocruz RO, Deusilene Vieira, o cenário mostra-se cada vez mais preocupante e exige a conscientização e o envolvimento de toda a população para que os números da Covid-19 voltem a patamares de redução e estabilização.

O médico infectologista do Centro de Pesquisa em Medicina Tropical (Cepem/Sesau), Juan Miguel Villalobos-Salcedo, esclarece que as medidas de restrição são necessárias para um controle mais eficaz da transmissão do vírus SARS-CoV-2. O especialista avalia que o aumento no número de casos de Covid-19 pode estar relacionado ainda às datas comemorativas de dezembro de 2020, e pontuou que em relação ao isolamento social, os resultados não são imediatos como todos esperam, “sendo necessário um período de 2 ou 3 semanas para que a redução nas taxas de transmissão do vírus seja verificada”.

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