Justiça Eleitoral ordena suspensão de pesquisa por indícios de irregularidades na coleta em Vilhena

A pesquisa foi realizada pela empresa Franco e Rodrigues Comunicação Social e Empreendimentos Ltda.

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Por indícios de fraude, Justiça Eleitoral manda suspender divulgação de pesquisa em Vilhena

O pedido de suspensão da divulgação foi feito pela coligação de Japonês há alguns dias, mas o juiz decidiu pedir documentos à empresa. Após analisar o material ele entendeu que as acusações são razoáveis. “Pois bem. Analisando os documentos trazidos aos autos pela representada Franco e Rodrigues Comunicação Social, verifico que existem fundados indícios de irregularidades na coleta das informações pesquisadas. Os formulários juntados demonstram, no mínimo, sérias inconsistências nos dados e uma padronização nas respostas que não se afigura condizente com a prática estatística, inclusive porque certo padrão de respostas concentrou-se exclusivamente com alguns entrevistadores, dissociando por completo os dados por eles coletados em relação aos demais”, afirmou.

juiz Vinícius Bovo de Albuquerque Cabral, da 4ª Zona Eleitoral de Vilhena, atendeu pedido da coligação do atual prefeito Eduardo Japonês e mandou suspender a divulgação de uma pesquisa que teria sido realizada na cidade pela empresa Franco e Rodrigues Comunicação Social e Empreendimentos Ltda. Ao analisar documentos apresentados pela empresa o magistrado afirmou que há indícios de fraude.

Na decisão, o juiz determina que a empresa representada suspenda, “no prazo de 24 horas, contado da intimação, todo e qualquer ato de divulgação da referida pesquisa, registrada sob n. RO-03440/2020, bem como proíbo republicação ou menção à referida pesquisa, sob pena de multa de R$ 53.205, nos termos da Resolução/TSE 23.600/2019”.
Ele também determinou que um candidato retirasse a publicação de sua página no Facebook.

Foi determinado ainda que o cartório eleitoral, “no prazo de quinze dias efetue diligências em pelo menos dez endereços constantes dos referidos formulários, de forma aleatória, validando ou não a existência destes e das pessoas entrevistadas”.

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