PF deflagra operação no combate madeireiras clandestinas em Rondônia e Amazonas

Os nomes dos investigados não foram divulgados. 14 mandados de busca e apreensão nos municípios de Rondônia e Amazonas foram cumprimdos.

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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (24) a operação Floresta S.A II, que visa fechar madeireiras clandestinas que vendiam madeiras extraídas da Floresta Nacional Bom Futuro, em Buritis (RO), através do Sistema DOF.

Segundo a PF, a investigação conseguiu encontrar identificar diversas fraudes relacionadas ao comércio virtual de créditos de madeira no Sistema DOF. Uma das irregularidades é que as empresas esquentavam madeira através de créditos para poderem comercializar as toras de áreas de proteção ambiental.

Boa parte da madeira extraída pelo grupo criminoso era da Floresta Nacional do Bom Futuro, que abrange os município de Buritis e Porto Velho. A reserva tem 97 mil hectares de área e autorização de uso sustentável para manejo.

Nesta quinta-feira, os policiais cumpriram 14 mandados de busca e apreensão nas cidades seguintes cidades: Buritis, Rolim de Moura, Vilhena e Santo Antônio do Matupi (AM).

Além de autorizar mandados de busca, a 7ª Vara Federal Criminal mandou bloquear R$ 47 milhões dos investigados na operação Floresta S.A II.

Os nomes dos investigados não foram divulgados, mas eles vão responder na Justiça por crimes de desmatamento em terras de domínio público e falsidade ideológica.

Segundo a PF, em junho de 2020 a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental do Estado de Rondônia (Sedam) e o Batalhão de Polícia Ambiental (PMA) fizeram uma fiscalização em madeireiras de Buritis e descobriram que a quantidade de madeira nos pátios das empresas, em relação ao Sistema DOF, não eram compátíveis.

“Após meses de investigação, a Polícia Federal conseguiu identificar diversas fraudes relacionadas ao comércio virtual de créditos de madeira através do Sistema DOF”, diz a PF.

A primeira fase da operação foi feita em abril de 2021, em Alto Paraíso (RO).

A operação recebeu esse nome, pois, segundo a polícia existe uma sociedade do crime para cometer crimes ambientais.

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