Desde as mais remotas épocas, a conspiração foi tida como uma das mais repugnantes decisões de injurias e calúnias criminosas que o homem em sã consciência possa praticar. Em primeira mão, porque se trata de um crime orquestrado, em que os autores e cooperadores sempre tramam com antecedência as nuances do complô até prevendo com denotada precisão os descalabros e os catastróficos episódios resultantes da degenerativa ganância e cubica humana.

Depois, porque suas consequências normalmente são cruéis, prejudiciais à coletividade, quando não, também ao erário público, se contrapondo, normalmente ao nosso estado de direito e cidadania.

A contar da pré-história, bem antes da era cristã já se tem registro dos mais vergonhosos momentos conspiratórios, maquinados pelo homem comum, na grande maioria deles, em busca pelo poder e status social, traduzindo-se em exacerbada vaidade.

De tal forma, que no livro bíblico de ESTER, na verdade, o único que não consta o nome do criador, Deus Todo Poderoso, em sua textualização, mas, por outro lado é pródigo e autentico na existência e consumação da providência Divina.

Tanto que assim nos apresenta, exemplarmente, uma arquitetada tramoia, que haveria de se efetivar como uma das maiores tiranias contra um povo, que por tal desfecho, redundaria com o massacre de toda aquela comunidade hebreia, em terras etíopes. Felizmente, não se concretizando por obra e visão misericordiosa de poder do Altíssimo, mesmo assim, os danos foram drásticos.

Entre tantas outras conspirações, algumas bem dissimuladas, que nem convém aqui serem disseminadas, a exemplo da truculenta história do mártir Sansão e outros irremediavelmente sacrificados.

Mas enfim, trazendo ao viés político e ou politiqueiros para as nossas plagas e hostes tupiniquins, jamais podemos deixar de fora o relato da inconfidência mineira, que deixou registros sangrentos em nossos anais, da mais bárbara conspiração contra o poder imperial da época, que culminou com o enforcamento e prisão daqueles conspiradores, entre eles nosso fidalgo Tiradentes.

A que não percamos o fio da meada, como dizem corriqueiramente as mulheres rendeiras e crochezeiras do sertão nordestino, evidente que também sem perda de tempo e espaço, possamos externar outrora, os tristes fatos do advento da operação lava-jato, já que foram deveras ocorridos e bem badalados.

Como todos sabem tudo teve início com um simples conluio e resultou ate agora, na prisão de centenas de maiorais, sabichões e espertalhões da famigerada classe privilegiada.

Contudo o que na verdade vem nos intrigando, é que o termo original (conspiração), editado nos dicionários da língua portuguesa, que diz na sua essência, que conspirar é conjurar, é urdir contendas, confrontar e maquinar contra as coisas do bem. Vem aos poucos se diluindo. Daí para que se possa entender como do bem: as instituições sólidas, os poderes constituídos, as entidades classistas em pleno funcionamento.

Enfim, só que nestes tempos modernos de tantas incertezas, os algozes da turbulência acabam querendo distorcer e nos confundir com inversão de papéis e valores. Todavia, decorrente também desta ultrajante cilada que foi criada pela esquerda socialista, que quase desmoronou nosso castelo republicano, já que o País entrou numa recessão sem precedente e crise econômica de elevada proporção, por conta de tantas sabotagens, corrupção e desvios de recursos.

Outros mais tiveram ainda a aquiescência da corte maior, seja do então corrupto supremo, de acordo com o que já pregam as línguas felinas, sintonizados nas redes sociais a todo vapor. Por que este Brasil de tanta paz e amor, possa necessitar na essência de sua justiça, uma trope anti-patriótica, abonando o ilícito. Diante destas consequentes decisões vexatórias por último a revelação de um ex-procurador da república que adentrou armado ao plenário da corte, para executar a sangue-frio um desses meliantes ministros.

Por certo, abriu um precedente bem perigoso, assim a continuar estas prosopopeias e lambanças no alto escalão do Judiciário, que possamos imaginar que logo-logo chegaremos ao dia em que uma das muitas facções criminosas, que atuam hoje, dentro e fora dos presídios, possam também atentar contra esta corte maior, numa absurda conspiração, de que jamais possam ser punidos pelos crimes cometidos.

Com as alegações finais de que parte de seus membros jamais seriam milionários e donos de espúrias riquezas, ou exorbitantes patrimônios, não fossem as ações escusas da bandidagem. Em especial os crimes hediondos. Vejam só a ultima decisão do STF, garantindo aos condenados o direito de se manifestar por derradeiro, diante das espúrias sentenças.

Diante de tantas incertezas, e, não seja talvez somente por isso que a revista VEJA trouxe de capa uma recente matéria intitulada de “NOVA IDADE DAS TREVAS”. Notoriamente os editores desta matéria entendem que começamos a viver um mundo às avessas. Melhor dizendo, a volta do epíteto ao contrário, a que se possa entender que num mundo altamente modernizado, graças às grandes descobertas, o avanço tecnológico, das artes e da ciência em geral, estamos infelizmente, a dar espaço ao retrógrado obscurantismo, à ignorância e até à insanidade, diz a matéria.

Sem querermos de tal forma, adentrarmos ao mérito da questão, mas o certo é que, as coisas vêm aos poucos perdendo o rumo, a ponto de muitas das vezes não sabermos distinguir o certo do errado.

Outrora nos dá a impressão de que o mundo se apequenou a tal ponto de não mais comportar dentre seus limites dimensionais, seu dinâmico crescimento industrial em perfeita sintonia e consonância com a enorme população de seus viventes, no entanto, em desequilíbrio e detrimento da necessária sustentabilidade exigida pelo eco sistema. Pasmem! Que se alargaram o crescimento da ciência e das artes em geral, que sempre ousou roubar espaço da igreja e do credo religioso, a contar do império de Constantino.

“E neste aspecto cabe notoriamente uma defesa, a de que possa se entender pelo menos que o iluminismo, seja visto no plano de um mal necessário, ou que se acredite que sem a revolução industrial, teríamos sido dizimados em grande parte pela fome daninha, e os demais privilegiados pelas riquezas não passariam de meros miseráveis”.

De tal forma que de a lei da sobrevivência, não permitiria se quer o sustento comestível e nutriente para estes sete bilhões de indivíduos, falando se tão somente dos seres humanos vivos. Mesmo assim será que não da mais para se conciliar esta guerra? E onde será o ponto mais frágil deste descalabro? Onde a corda possa vir a quebrar.

A continuar assim, como se diz no jargão popular, “pelo andar da carruagem”, possamos chegar ao ponto de confundir entre os maquinadores das conspirações e aos conspirados, aí poderemos crer que este mundo possa ter virado mesmo de ponta cabeça.

Ao exemplo bem recente, vimos que os defensores da esquerda radical que tentam fazer valer juízos de que o Dr. Sérgio Moro, juntamente com o procurador Dalagnol, tramaram sim, uma conspiração contra uma plêiade de ladrões, entre eles: Lula e sua patota, por isso não poderiam ser investigados, muito menos estar presos. Sem meias palavras, são estas coisas que estão nos deixando atordoados.

Mais recente ainda, o Brasil foi boicotado pela reunião de cúpula da ONU, que trata universalmente da questão do eco-sistema e do clima. Em razão deste País, Brasil, o que mais preservou suas reservas naturais ao longo dos tempos, ter se recusado de receber ajudas mercenárias de países europeus, assim fizeram de tudo para injustamente justificarem nosso alijamento do encontro.

Por tudo isto, não nos resta dúvidas, que diante do destemor humano e da voraz sagacidade do ser racional superior, contra seus irmãos em tramar emboscadas, só Deus na causa, que o Altíssimo Senhor dos senhores, misericordioso, só ele terá o poder de mudar esta rude tendência conspiratória.

E aí, é de bom alvitre, que pelo menos os mais esperançosos e não radicais, se detenham a observar o que recomendam as Escrituras Sagradas, em todo o seu teor. Haja vista, o que está escrito em provérbios Cap.06 “Estas coisas ao Senhor aborrecem: e a sua alma abomina: Testemunhas falsas; o que profere mentiras e o que semeia contendas”. Infelizmente é o que mais acontece em nosso meio, são os homens querendo trapacear seu semelhante. Bem que alguém mais sábio já tenha se pronunciado, afirmando: “Que o homem é mesmo o lobo faminto do seu próximo”.

O autor é analista político e Diretor do Instituto Phoenix de Pesquisas.